A minha inspiração se encontra aqui.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

A meu juvenil amor



Minha metade
Quase que por perfeita simetria
Vejo em sua face
Aquilo que muitos buscam por toda vida

Não existiu intermédio
Não existiu técnica
Simplesmente se encaixou em qualquer critério
Que meu coração estabeleceu por meta



Amo-te por me fazer sentir amor
Adoro-te por me fazer te adorar
E mesmo quando eu fiz te sentir dor
Saiba que nunca pretendi te machucar


Pensamento que não sai
Sentimento que não se esgota
Vontade de ver que não se esvai
Ver os olhos de quem se gosta



Perco-me nos seus castanhos
Procuro-me em seus lábios
Reconheço teu perfume entre tantos
E sua pele e seu rosto, tão cálidos



Diante de sua pessoa
A razão perde o argumento
E a rainha, a coroa
O segundo perde o minuto que perde o tempo



Fique comigo
Não saberemos o destino
Mas que a cada dia
Acorde-se sabendo que o coração por alguém está batendo.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Depois do Azul



Uma estrela disse
Que o universo está triste
Que a atmosfera já não resiste
Que o brilho já não mais insiste

Uma estrela disse
Que tudo está de luto
E se ofereceram os anéis de Saturno
Para mudar o mundo

Uma estrela disse
Que os meteoros pararam
Que o calor e a luz congelaram
Os planetas girar se recusaram

Uma estrela disse
Que o sol está morrendo
E as constelações desaparecendo
E a vida se esvanecendo

Uma estrela disse
Que enquanto ela não se apagar
Ela continuará a brilhar
Nem que seja a última luz a se enxergar

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Obediência Servil



Sorria e me diga
Que não há nada maior que o amor
Chora e grita
Grita que esvairá toda a sua dor
Deixe mistério e corra
Para um lugar onde o sol vai se pôr
Durma e sonha
Fuja da realidade enquanto pode
Olha e sonda
Toda a beleza que você absorve
Beije e se lambuze
Com o mel que a abelha colhe
Contemple e me ilude
Com palavras de um coração acalentado
Apaixone e ame
Sem medo de estar errado
Acorde e prossiga
Deixando para trás um bom rastro
Foque e atinja
Não importando a lentidão de cada passo
Descanse e reflita
Restabeleça o que é importante
Aproveita e reviva
Toda sensação emocionante
E de novo sorria e me diga
O quanto o amor entre nós é grande

O Fiel Credor



E lá se encontra o solitário
O ar de sua mente preso e viciado
Incrédulo diante a janela
Esperando qualquer coisa, menos uma conversa

Acreditando que o mundo parou por ele
Acreditando que ninguém se importou com ele
Acreditando que é mais um
Acreditando que não vai a lugar algum

É o exílio do condenado solitário
Aquele que se viu abandonado
Num cais de porto sem barco
Enviando garrafas para ninguém

Sim, sozinho e desmotivado
No escuro de seu quarto trancado
Sofrendo está
O desiludido solitário

Ar Árduo



Dor é o sentimento desumano
Que se abate na alma
Se prolonga em pranto
E que termina em lágrima

Vem sem aviso
E a ir se demora
É seca de sorriso
E dilúvio de quem chora

No primeiro minuto
O mundo desaba
O coração se aperta
A boca se cala
Pontadas de esguelha
Ínfimas lúgubres amarguras
Que ao pobre coração humano espeta
Em incontáveis agulhas

Fechai os olhos, criança
Dorme um sono profundo
Que enquanto o adormecer não for oriundo
Do eterno
Há de sofrer como um mortal esmero
Reunindo os frangalhos do resto de seu amor.

Sombra Inalcançável



Era mais fácil presentear um pedaço do céu
Do que encontrar alguém mais puro
Era mais fácil transformar sal em mel
Do que encontrar alguém mais doce
Era mais fácil amar sem coração
Do que encontrar alguém mais justo
Era mais fácil andar sem chão
Do que encontrar alguém mais seguro
Era mais fácil viver sem ar
Do que encontrar alguém mais suave
Era mais fácil a língua dos anjos falar
Do que encontrar alguém mais divino
Porém foi mais fácil perder você
Do que ter te conhecido.