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terça-feira, 16 de novembro de 2010

Ar Árduo



Dor é o sentimento desumano
Que se abate na alma
Se prolonga em pranto
E que termina em lágrima

Vem sem aviso
E a ir se demora
É seca de sorriso
E dilúvio de quem chora

No primeiro minuto
O mundo desaba
O coração se aperta
A boca se cala
Pontadas de esguelha
Ínfimas lúgubres amarguras
Que ao pobre coração humano espeta
Em incontáveis agulhas

Fechai os olhos, criança
Dorme um sono profundo
Que enquanto o adormecer não for oriundo
Do eterno
Há de sofrer como um mortal esmero
Reunindo os frangalhos do resto de seu amor.

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